setembro – rio

20161009_171302

depois de um tempo de viagens, volto ao rio para me despedir da cidade e do brasil. é uma sensação familiar de saudades antecipadas nos encontros com os amigos, rolés pelos lugares que conheci/que como-é-possivel, ainda não conheci, de fazer malabares com os dias curtos mas nem tanto dum ultimo mês. vou cada dia abraçando o pôr do sol, os micos, as ondas do mar e as outras coisinhas daqui…

20160904_164737
…tipo a agua de coco, remêdio a toda dor e excelente acompanhante dos por-do-sois
pratos típicos do para : casquinha de siri e tacaca, feito com o jambu que deixa a lingua dormente
 “monsieur le chien! s’il vous plait ramassez votre crotte, et si vous n’y arrivez pas, demandez à votre animal de maître”
 érotisme dans l’ascenceur “bouton sensible, touchez doucement”

-demonstraçãozinha de esquerda frente a um publico indiferente na praça são salvador
– chorinho da gloria e a vista da multidão desde as escadas, onde sempre se escuta alguém comentando para os turistas que o caminhão de mudança que esta no fundo ta la toda semana e estraga as fotos
– lançamento dum livro de tecno-xamanismo na gloria, onde contam que os kalungas do brasil tem uma rede para trocar informações independente do internet, instaladas em pequenos baobabs.

forro da tiradentes (onde eu danço com 4 homens chamados philip)

mural perto do largo de guimarães – acordo em santa teresa depois de ter ido ver aquarius. antes de começar a projeção, em vez de nomes de patrocinadores, a tela anuncia “esse cinema esta protegido por santa teresa d’avila”

performance na cinelândia : um homem descalzo fica numa cadeira, imovel, esperando alguém sentar na cadeira vazia na sua frente. ao redor dele tem um mudo que da voltas a praça querendo animar as pessoas a ir sentar – e que provavelmente não formava parte da performance. são um casal fascinante, um escolhendo ser mudo e imovel, vestido sobriamente de preto, esperando passivamente alguém reagir a sua proposta, e o outro vestido de vermelho, gesticulando para transmitir as palavras que não pode dizer, convidando os turistas de abrir o seu terceiro olho e receber a luz divina.

vou ver uma exposição sobre o candomblé, aqui explicado por… um padre. oxumarê, lindo orixa que é mulher e homem ao mesmo tempo
img-20160919-wa0010
oto e sofia no leme

festa na casa do david, outra foto potencial de capa por se acaso montamos um dia uma banda eletro-pop

com julia estamos olhando roupas que vende uma menina argentina no aterro. numa saia tem uma etiqueta que tem uma mensagem manuscrita do outro lado do preço : julia faz uma cara de nojo e me passa para eu ler. “se nada dura para sempre, então seja o meu nada. por favor”. nos olhamos, e a menina se exclama : “mas é uma mensagem de amor! é fofo, é lindo!”. me faz pensar nessa moda insalubre de celebrar o seu amor  prendendo um cadeado nalguma ponte…

20160905_143107

gus me da uma aula basica de mecânica de bicicleta : ele esta se preparando para pedalar até patagônia

20160918_194843

luka me ensina o significado das cartas de tarô, para eu poder pintar um baralho inteiro
foi acolhida esse mês num apartamento maravilhoso
20160913_085839

com gatas absurdamente fotogenicas

20160904_122705

20160908_141312

“ué! o quê que tem de tão interessante la?…. vou investigar”
descubro uns pigmentos que tinha esquecido num canto, para fazer pintura mural
a primeira a me convidar pra pintar na sua casa é a roberta, que mora em paqueta, numa casa encantadora na ilha encantadora que é o unico lugar que eu conheço que tenha um cemitério de pássaros. ela e o marido daniel pensaram em cada detalhe, e a casa tem cantos para coleções de pedras minerais, muros vegetais, lembranças da ilha de pasqua e lindas estatuas de bali guardando as entradas. aqui quém vigia a porta principal é uma réplica dum dos milhares de soldados do exercito desenterrados na china

passo o dia com meus hospedes, preparando o sushi caseiro mais gostoso que jamais vou comer na vida, maria amelia e gus, que segue conquistando todas as gatas do mundo

minha tartaruga esta quase boyando no mar
minha segunda hospede é a thais, e parece que não vou conseguir pisar numa unica casa que não tenha um gato

 

 

 

20160925_121016
o dia do flashday era tão frio e chuvoso que ninguém tava com vontade de trabalhar, nem os cariocas, nem eu. passamos uma linda manhã tomando cha e tocando musicas de dias de sol, até joão e nina bater na porta
joão
nina
vyvian – que me oferece ovos frescos
julia
carol

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

w

Connecting to %s